Endividamento e inadimplência, na maioria das vezes, dependem de suas escolhas

A matéria de capa do jornal O Estado de São Paulo, hoje, dia 10 de março de 2023, traz o seguinte título:
Número de inadimplentes é recorde e chega a 70 milhões.
Até aí, nada de novo!
O que é novidade, pelo menos para mim, e que mesmo com taxas de juros abusivas, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial tiveram suas concessões aumentadas em 47,5% e 22% respectivamente se comparado com o ano anterior, segundo o jornal.
Com o desaquecimento do mercado de trabalho e preços insistindo em não baixar, podemos até arriscar que esses números podem vir a subir nos próximos meses, com impacto no PIB para o ano de 2023.
Sob a perspectiva da demanda, cerca de 60% do PIB depende do consumo das famílias; assim, famílias endividadas, tendem a consumir menos e é mais um ingrediente que compromete o provável resultado do PIB para esse ano, cujas projeções chegam a 1%.
Uma das alternativas é a renegociação. Embora instituições como a Serasa, fazem “feirões” limpa nomes regularmente, essa trégua nas dívidas parece ser temporária e volta a crescer meses depois.
O interessante é que sugestões recorrentes como: conhecer, anotar e controlas as dívidas são sempre as principais dicas para se sair do “vermelho”. Essas dicas são importantes sim, mas não é tudo. É como dirigir sempre olhando pelo retrovisor, existe grande chance de colisão à frente.
Então, uma outra dica importante é: preste muita atenção nas suas escolhas, desde as de compra de produtos corriqueiros, como os de supermercado, como as de comprometimento financeiro de médio e longo prazo.
E não adianta só pôr a culpa no governo, nos dados macroeconômicos como inflação e taxa Selic. Esses dados você não pode controlar e interferir. Na verdade, são suas escolhas de hoje que podem definir sua situação financeira do futuro.