Qual é o limite do assistencialismo sem crescimento econômico?
Quanto menos crescimento econômico, mais necessidade de gastos sociais. Crescimento médio dos últimos 10 anos do PIB ficou entre 2% e 2,5%aa. As despesas sociais , por outro lado, saltaram de 12,3% do PIB em 2016, para 15,6% em 2025, com uma variação nominal de quase 27% no período. Considerando somente as despesas assistencialistas, que…
Alerta Vermelho na Economia: O Impacto do Endividamento Público e Privado no Brasil
Dívida das famílias brasileiras, segundo a PEIC da CNC, chega 82% em agosto de 2026 e a dívida bruta do governo geral (DBGG), que abrange os 3 níveis de governo: federal, estadual e municipal, chegou a 82,9% do PIB. Em ambos os casos, quanto maior a dívida, maior o risco de calote, o que pode…
O Efeito Desenrola: Solução Eficaz ou Estímulo ao Comportamento Perdulário?
O crédito é uma das principais engrenagens do sistema econômico moderno, funcionando como um motor para o consumo e o crescimento. Estar endividado, portanto, não é um problema por si só, desde que o cidadão mantenha a capacidade de gerar receita para honrar seus compromissos. O verdadeiro gargalo surge quando essa balança perde o equilíbrio.…
Por que o brasileiro não sabe lidar com dinheiro? O Que o PISA Revela Sobre Nosso Endividamento
O senso comum sugere que os altos índices de endividamento e inadimplência do brasileiro estão diretamente relacionados ao baixo nível de proficiência em educação financeira. Contudo, esse é apenas um lado do problema. Existem fatores comportamentais e econômicos, que estão fora do controle do indivíduo, como: baixa renda, inflação recorrente e juros altos. Sobre o…
7 anos de Pricebook!: Monitorar preços para devolver dignidade ao bolso do brasileiro
Só quem viveu os anos de 1980, com uma inflação de mais de 1.000%, sabe como era difícil manter o poder de compra do seu dinheiro. Os preços aumentavam várias vezes durante o dia, de forma que no dia seguinte, os preços dobravam. A inflação era o grande vilão da economia e do povo. Essa…
A IA é o Sistema 2 de Daniel Kahneman que a evolução nos negou?
Daniel Kahneman, psicólogo ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2002, desafiou a nossa suposta racionalidade nas tomadas de decisão. Ele provou que o cérebro humano funciona com dois sistemas distintos: o Sistema 1 (intuitivo, impulsivo e rápido) e o Sistema 2 (racional, analítico e lento). Se pararmos para analisar sob a ótica da psicologia…
O Efeito Espelho: Déficit Público vs. Orçamento Familiar
A premissa matemática de um déficit é universal: ocorre quando se gasta mais do que se arrecada. O déficit fiscal ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada com impostos. Essa dinâmica guarda profundas semelhanças — e severas consequências — na forma como as famílias e as empresas estruturam suas finanças. A Regra Base:…
Só a mudança de comportamento é sustentável
Quando comecei a estudar por que as pessoas estavam muito endividadas, meu primeiro insight era de que precisavam de mais educação financeira.Depois de anos e de vários estudos, chego a conclusão que educação financeira é somente parte da solução. Outras questões impactavam esse endividamento, como: fatores externos (e.g. juros altos, inflação recorrente, salários baixos etc.)…
Além da Economia: Por Que chineses enxergam o dinheiro de forma tão diferente do brasileiro
Parte da explicação entre a diferença de visão do chinês e do brasileiro sobre poupança e dinheiro, pode ser explicada pela ótica do confucionismo. O confucionismo não é uma religião no sentido ocidental (pois não possui dogmas, clero ou foco em divindades), mas sim um sistema filosófico, moral, político e social criado na China por…
Entre aversão ao risco e o planejamento de longo prazo e o “deixa a vida me levar”: Como o chinês e o brasileiro divergem em relação à poupança
O perfil de poupança do brasileiro e do chinês apresenta discrepâncias profundas em volume, motivação cultural e comportamento financeiro, embora ambos compartilhem uma forte busca por segurança patrimonial. Enquanto a China sustenta uma das maiores taxas de poupança (43,4% do PIB) do mundo, o brasileiro convive historicamente com um teto de poupança(17,3% do PIB) limitado…