Melhor prevenir (poupar) já do que lamentar depois
O censo do IBGE recém divulgado, trouxe até agora alguns dados preocupantes. Destaco a questão do envelhecimento rápido da população e queda do índice de natalidade, o que acelera o processo de inversão da pirâmide etária.
Associado a isso, segundo dados mencionados no artigo do Luiz Carlos Trabuco, Presidente do conselho de administração do Bradesco publicado no jornal Estado de São Paulo na edição do dia 03 de julho, em 1950, 80% da população economicamente ativa estava trabalhando e atualmente os números chegam a somente 43%. Isso tem reflexo direto na previdência pública, pois os que sustentam o caixa da previdência diminui e os dependem dela aumentam. Resultado: a conta não fecha.
Assim, existe uma sobrecarga grande em cima dessa parte da população que tem que trabalhar mais para manter a geração dos pais e avós, sem nenhuma garantia que chegando sua vez vão ter os mesmos benefícios.
Infelizmente, não estou ouvindo ninguém falar (deveríamos até gritar) ou escrever sobre esse assunto no sentido de alertar os jovens de hoje sobre a necessidade urgente de ações individuais de poupança (previdência privada, por exemplo) para garantir uma aposentadoria com um mínimo de dignidade e qualidade de vida.
Não se enganem, mas a previdência pública não está garantida para as futuras gerações, salvo com reformas que, com certeza, trarão mais carga de impostos e mesmo assim, com perspectivas de aumento da dívida pública, que poderão se tornar insustentáveis no futuro próximo.
Sem alarmismos ou pessimismos exagerado, mas sendo bem realista, é nossa responsabilidade conversar com os jovens sobre esse problema e incentivá-los a poupar hoje para não sofrerem as consequências amanhã e nos cobrarem do porquê não os alertamos.