Toda estória por ter um outro final
Depois de uma noite de insônia, começo o dia atrasada e apressada, pois tenho uma reunião importante e ainda preciso passar no supermercado. Não para fazer a “compra do mês”, mas apenas uma reposição de itens emergenciais.
Reunião finalizada, decido pegar o carro, que nem é meu, pois está financiado e ainda estou com três parcelas atrasadas e ir ao supermercado. Enquanto fecho alguns arquivos no computador, aproveito para me atualizar e acabo me deparando com a seguinte manchete: “No Brasil, 8 em cada 10 famílias estão endividadas”. Sinto um nó na garganta, respiro fundo e penso que sempre fiz parte dessa estatística
Já estou com 40 anos, trabalho desde os 18 e não consegui até hoje equilibrar minha vida financeira. Vejo o filme da minha vida passando quase que em “slow motion”. Nas primeiras cenas, me vejo sorrindo, cheia de sonhos, casada e com filhos, como se tudo fosse como uma novela, com um final feliz garantido.
Acabo me perguntando: onde foi que errei? Disposição para trabalhar, não foi. Talvez tenha faltado fazer contas, me planejado melhor? E olhe que não fui tão mal aluna assim em matemática. Será que foram minhas escolhas ao longo das várias cenas do filme da minha vida? Será que na hora de gastar meu dinheiro, acreditei demais nas ditas “promoções”? Ou será que foi uma combinação desses fatores?

A questão hoje é: Que exemplo de mãe estou sendo para minha filha? Será que estou contribuindo para que ela repita minha estória e ser um endividada no futuro?
Bom, ainda dá tempo de mudar meu comportamento e buscar mais informações para poder fazer melhores escolhas com meu dinheiro, começando por acompanhar os preços dos produtos de consumo recorrente como os de supermercado, farmácia e até os produtos para pets.
Enfim, essa também pode ser sua estória, mas sempre dá tempo de mudar seu final.