Inadimplência alta – a culpa não é só da educação financeira (ou a falta dela)
Em 2023, o número de famílias que não conseguiram quitar suas #dívidas chegou a 29,5%, segundo dados da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Outro dado preocupante foi que nessa mesma pesquisa, a CNC identificou que 12,1% da população simplesmente não tem como pagar as dívidas.
Celso Ming, na sua Coluna no jornal Estado de São Paulo do Grupo Estado do dia 15 de fevereiro, traz que os bancos, meio que prevendo esses dados, aumentaram em até 82,3% suas reservas para devedores duvidosos, o que é o caso do Banco do Brasil. Essa medida acaba pressionando os custos dos bancos, o que reflete diretamente no aumento do custo do crédito.

Mesmo assim, os bancos, #fintechs e o próprio varejo estimulam e facilitam o aumento do #endividamento com ofertas de cartões de crédito até por telefone, abertura de contas e acesso ao crédito sem o devido cuidado da análise do risco envolvido, com limites bem acima da capacidade de pagamento dos consumidores.
É uma verdadeira pirâmide financeira estimulado pelas próprias instituições, onde não basta culpar a baixa proficiência de educação financeira do brasileiro, que em geral, já tem uma grande propensão a se endividar. É preciso também ter mais responsabilidade na concessão de crédito para evitar um aumento mais acelerado do endividamento e inadimplência e comprometer a capacidade de consumir das famílias, impactando diretamente o próprio crescimento da economia do país.