O futuro é dos idosos, mas qual é o futuro dos idosos?
Segundo dados do IBGE, em 1980 no Brasil, existiam 10 jovens com até 14 anos para cada idoso (idade acima de 65 anos). Em 2022, essa proporção caiu para 2 jovens para cada idoso. Será que estão nascendo menos gente ou os idosos estão vivendo mais?
Para ajudar na resposta, segundo a plataforma Statista.com, em 1950, a taxa média de fertilidade no mundo era de 5 filhos por mulher; em 1980, esse número caiu para 3,75 e em 2023, chegou a 2,3 filhos por mulher. No caso do Brasil, segundo dados do Banco Mundial, em 2021, a taxa de fertilidade chegou a 1,6, o mesmo número dos países da OCDE. A diferença é que fazem parte da OCDE, os países mais desenvolvidos e ricos do mundo.
Já os dados sobre os mais idosos, mostram que estamos vivendo mais. Segundo o Our World in Data.org, o início do século XX foi marcado por uma expectativa de vida de cerca de 32 anos. Para 2050, segundo a United Nations Population Division (UNPD), a média da expectativa de vida será de mais de 77 anos.
Então, SIM, os idosos estão vivendo mais. No caso do Brasil, a grande preocupação é que não conseguimos enriquecer antes de envelhecer. Do ponto de vista do Estado, os gastos com previdência e saúde tendem a aumentar e vão demandar reformas para suportar as pressões demográficas. Já do ponto de vista individual, não enxergamos, uma preocupação em garantir uma velhice com dignidade.

Assim, O futuro dos idosos depende de como esses futuros idosos fazem com seu dinheiro hoje.