Qual é o limite do assistencialismo sem crescimento econômico?
Quanto menos crescimento econômico, mais necessidade de gastos sociais.
Crescimento médio dos últimos 10 anos do PIB ficou entre 2% e 2,5%aa. As despesas sociais , por outro lado, saltaram de 12,3% do PIB em 2016, para 15,6% em 2025, com uma variação nominal de quase 27% no período. Considerando somente as despesas assistencialistas, que inclui o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada(BPC), entre 2019 e 2025, a uma variação nominal chegou a cerca de 210%, de R$ 92 bi em 2019 para R$ 286 Bi em 2025.
No mesmo período, os investimentos públicos sofreram redução de quase 1/3 (28,57%), o que impactou negativamente gastos em obras de infraestrutura, saneamento e habitação dentro do Orçamento Federal, conforme os gastos obrigatórios e sociais avançaram sobre os recursos disponíveis.
O que traz crescimento econômico não é mais consumo. Mais consumo sem crescimento do PIB e sem aumento de produtividade, leva a mais endividamento e mais estagnação econômica, entrando em um ciclo vicioso perverso de empobrecimento estrutural, onde o governo se vê obrigado a elevar juros para conter a inflação gerada pelo excesso de demanda, sufocando ainda mais os investimentos públicos e privados que poderiam reverter esse cenário.
Qual é o limite do assistencialismo sem crescimento? Uma rede de proteção social forte é fundamental, mas ela é sustentável se a base pagadora de impostos (o PIB) não cresce na mesma proporção?
Distribuir riqueza sem criá-la é uma conta matemática que simplesmente não fecha.