Além da Canetada: O Ciclo Vicioso do Endividamento no Brasil

Existem governantes e economistas que entendem que a economia deve crescer com base no aumento do consumo, mesmo com inflação e endividamento das famílias.
Programas governamentais de renegociação de dívidas como o Desenrola Brasil no primeiro ano do atual governo, acabam não resolvendo a questão crônica do endividamento e inadimplência do brasileiro. Os números continuaram crescendo e chegando à recordes históricos como os indicadores atuais mostram.
Segundo o Ministro da Fazenda, está em estudo uma nova proposta de programa de renegociação de dívidas, que deve gerar um desconto de cerca de até 80% dos débitos, e os 20% restantes, sendo renegociado em bases bem flexíveis e eventualmente com garantias do governo em caso de reincidência.
Menos mal que nessa nova proposta, o governo deve exigir uma contrapartida em educação financeira, sem detalhar como isso iria acontecer, mas visando evitar que as famílias voltem a assumir dívidas que não são compatíveis com sua capacidade de pagamento.
Reduzir o endividamento e inadimplência é uma questão complexa, que exige ações em várias frentes, como: uma conjuntura econômica mais amigável, como menores taxas de juros, inflação sobre controle, renda capaz de suprir as necessidades básicas, educação financeira e um comportamento mais consciente das famílias em relação aos seus gastos.
Historicamente, parece que questões complexas como essa não se resolve à base de canetada; mas fica a torcida, para que esse novo futuro programa possa, de alguma forma, ajudar à normalizar as finanças e, senão de forma definitiva, mas que seja o primeiro passo para um melhor bem-estar e segurança financeira das famílias brasileiras.