Educação Financeira é importante, mas a sobrevivência é prioridade: A realidade do brasileiro comum
Imagine alguém que está entre os 83% da população que ganham até 3 salários-mínimos (SM) em 2025. No caso do teto, recebe bruto R$ 4.554,00 no seu contracheque, só que o que vai cair na conta é aproximadamente R$ 3.885,00 depois dos descontos do IRRF e INSS, principalmente. Quando esse funcionário decide gastar, o governo cobra quase 40% de carga tributária (impostos, contribuições, taxas etc.) sobre consumo de bens, produtos e serviços.
No final, o que sobra mesmo para que o cidadão possa fazer frente às suas necessidades e da família (alimentação, transporte, escola, moradia etc.) é, no máximo, cerca de 2.331,00, o equivalente a 51% do salário bruto.
Vamos agora falar com esse cidadão que ele deve gastar com parcimônia, ter disciplina com o dinheiro, não gastar com supérfluos, não gastar mais do que ganha, que ele deve pensar no futuro: poupar para realizar seus sonhos e ainda investir parte do salário para a aposentadoria.
O que você acha que vai acontecer se você for falar de educação financeira com ele? Provavelmente NADA.

Onde quero chegar é que falar de educação financeira na fase adulta é extremamente importante, mas mais importante é entender que muitas vezes o endividamento e inadimplência não é resultado da vontade ou da falta de educação e de um bom comportamento financeiro somente, mas de sobrevivência.