Educação financeira: Uma receita com vários ingredientes

03/11/2023 0 Por Paulo Melo

Muitos especialistas em educação financeira estão cheios de teorias e clichês sobre como promover educação financeira para as crianças e jovens. As dicas vão desde conversar sobre dinheiro em casa, dar uma mesada, usar planilha de gastos, evitar desperdício e até mostrar o custo das escolhas. Inclui também a introdução da disciplina de educação financeira nas escolas. O próprio governo já sugere isso, através da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), promulgada em 2017/2018. Claro que tudo isso é importante.

Mas pegando o gancho da educação, é obvio de que para entender melhor os conceitos e princípios de educação financeira, as crianças e jovens precisam entender de matemática para poder interpretar os problemas relacionados com o uso do dinheiro, o que me chama atenção é ver os baixos resultados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), principalmente na disciplina de matemática.

O SAEB é uma série de avaliações que envolvem língua portuguesa, matemática e ciências da natureza aplicadas à nível nacional para avaliar a qualidade da educação básica no Brasil. Considerando a disciplina de matemática e fazendo um recorte com alunos da 3ª série do ensino médio, em 2021, a média nacional ficou em 270 pontos, o mesmo resultado de 2013. Em 2019, esse resultado ficou em 277 pontos. Isso equivale ao nível 2 em uma escala que vai até 10 e uma pontuação de mais de 450 pontos.  

Se quisermos melhorar o nível de educação financeiro das crianças e jovens no Brasil, A receita contempla vários ingredientes, mas se começarmos pela melhoria do nível de proficiência em matemática, vamos dar um grande passo.