Escolhas inteligentes: o primeiro passo contra o endividamento

15/01/2026 0 Por Paulo Melo

Tenho avaliado nos últimos 5 anos, o quadro de endividamento e inadimplência do brasileiro e principalmente, porque esse índices não recuam, sendo considerados altos para qualquer padrão de análise.

Chego a conclusão de que grande parte está ligada a, pela ordem: renda média muito baixa (84,5% ganham até 3SM), taxas de juros altas, inflação persistente e pouco conhecimento de conceitos de educação financeira. Tudo isso junto, leva o brasileiro a ter um nível de endividamento familiar alto.


Nesse estágio, as famílias se endividam para sobreviver, ou seja, um nível de endividamento de subsistência, diferente do endividamento de bem-estar de países como os EUA e os Europeus, que assumem dívidas para melhorar seus padrões de vida como trocar de casa, carro e viagens, por exemplo.

No nível de subsistência, é difícil (não impossível) fazer qualquer tipo planejamento financeiro. Planejamento demanda escolhas e nesse estágio, as famílias precisam só sobreviver mais um dia, sem muitas opções. Algumas vezes, quando têm escolhas, ainda fazem escolhas ruins, o que agrava mais ainda seu quadro financeiro.

Entendi então, que todo endividamento começa com as escolhas que fazemos. Assim, meu papel hoje como empresário na área de educação financeira, é ajudar as pessoas a fazerem melhores escolhas como o dinheiro. Esse é o primeiro passo.

Na prática, se começarmos a fazer escolhas de produtos/marcas que compramos todo mês, como: alimentos, produtos de limpeza, higiene pessoal entre outros, levando em consideração as possíveis variações de preços que ocorrem mês a mês, vamos conseguir manter o poder de compra do dinheiro e assim, ajudar a manter os gastos recorrentes sob controle, já que a renda, em tese, não varia na mesma proporção.

Fica a dica: comece a prestar atenção nas variações de preços dos produtos/marcas que você consome todo mês.